segunda-feira, maio 30, 2005

Euadorolito.com

Não, esse título NÃO é um endereço de um site. Trata-se apenas de um sarro que eu vou tirar com Lito Cavalcanti e com a profissão de crítico/comentarista. O distitinto ai, escreve sobre Formula 1 em diversos jornais, revistas e sites. É também participante em programas de resenhas esportivas do Sportv (e é ai que eu vejo suas pérolas, já que não perco meu tempo lendo seus textos). Esse cara é considerado uma autaridade no quesito carro-de-corrida.

Geralmente, Lito Cavalcanti está no programa Arena Sportv, nas Segundas, já que domingo é dia de Grande Prêmio. E sempre que posso, reservo um tempinho para assistir o Arena e conferir as falácias desse garoto de seus 30 anos de carreira.

As últimas de Lito têm me mostrado sua completa ignorância, frente a uma Fórmula 1 cheia de regras malucas e pilotos incopetentes (excluíndo Shummy, claro). Após as duas primeiras corridas do campeonato 2005, o comentarista supracitado foi à TV falar que o espanhol Alonso e sua escuderia, a Renault, eram as grandes favoritas para esse ano. E falou isso com muita veemência. Na corrida seguinte, o domínio da Mclaren foi absoluto e na segunda estava ele no programa, falando com a mesma certeza que, agora o campeão seria o filandês Kimi Raikkonen.

Ontem Alonso ganha a corrida e abre uma ampla vantagem sobre o piloto da Mclaren. Quero ver o que Lito vai dizer hoje. Eu só tenho uma certeza, que vou no palpite do meu amigo Japa, um longo fã da F1, que todo domingo tá tomando sua gelada assistindo as corridas, torcendo por Rubinho e vendo todos seus amigos, incluíndo o que vos escreves, esculhambar o brasileiro. Pois de acordo com esse meu grande broder vai dar o Alemão de novo. Num é que eu vou com ele.

Ah, e às vezes, o Lito se mete a falar de futebol. Ah, rapaz, na minha frente não. Já viu, né? Ai ele num merece nem um comentário nesse pobre blog.

segunda-feira, maio 23, 2005

CONTARDO CALLIGARIS> >"Closer - Perto Demais": por que somos infelizes em amor?>

>Concordo com Caetano Veloso, "de perto ninguém é normal". Mas>"Closer - Perto Demais", de Mike Nichols, me deixou pensando>diferente: de perto, somos normais demais.>O filme é uma demonstração tocante de nossas impotências e>incompetências sentimentais. Se você quer saber por que, em regra,>somos infelizes em amor, não perca.>Para não estragar o prazer de quem não viu o filme, nada de resumo,>apenas as reflexões fragmentárias com as quais passei a noite,>depois de ter assistido a "Closer - Perto Demais".>1) Por que, no meio de uma história amorosa que funciona, um>encontro (que sempre parece mágico) pode levar alguém a trocar a>intimidade de um casal companheiro por uma visão?>Os evolucionistas dizem que os homens são infiéis por necessidade>biológica. Para que a espécie continue, os machos seriam programados>com o desejo de fecundar todas as fêmeas possíveis. A teoria tem uma>falha: as mulheres são tão infiéis quanto os homens (embora os>homens se recusem a acreditar nessa banalidade).>O senso comum tem outra explicação: a paixão iria se apagando com a>repetição, os humanos gostariam de novidade. Pequeno problema: a>idéia de que a novidade seja um valor é especificamente moderna; no>entanto a inconstância em amor é um hábito antigo. Outro problema>ainda maior: na condução de nossas vidas, somos obstinadamente>repetitivos. Insistimos nas mesmas fantasias e nos mesmos sintomas.>Contrariamente ao que diz o provérbio, errar é divino, perseverar é>humano. Por que seria diferente em matéria amorosa? Como pode ser>que um encontro, em que mal se sabe quem é o outro ou a outra,>contenha uma promessa que basta para levar alguém a dar um chute num>amor que dura? >Tento responder: apaixonar-se é idealizar o outro, durar no amor é>lidar com a realidade do amado ou da amada. Antes de ponderar os>charmes da idealização, duas observações.>Um impasse: para manter a paixão, devo continuar idealizando o>parceiro. Mas, para idealizar o outro, devo mantê-lo a distância. Se>mantenho o outro a distância, renuncio aos prazeres de amor,>companheirismo, cumplicidade, convivência.>Um paradoxo: se me separo porque me apaixono por outra ou outro, o>parceiro que deixei se distancia de mim, portanto volto a>idealizá-lo e a me apaixonar por ele.>2) Por que gostaríamos tanto de idealizar o outro que vislumbramos>num novo encontro? Uma nova paixão amorosa é provavelmente o>sentimento que mais pode nos transformar, para o bem ou para o mal.>Por exemplo, se o outro me idealiza, carrego seu ideal como um>casaco novo: modifico minha postura para que o pano caia bem no meu>corpo. De uma certa forma, tento me parecer com o ideal que o outro>ama em mim. >Cada amor, quando começa, é uma aventura. Não porque encontro um>novo parceiro, mas porque, ao me apaixonar, descubro ou invento um>novo ideal e, ao ser amado, mudo para me aproximar do que o outro>imagina que eu seja.>A inconstância amorosa talvez seja a expressão imediata do desejo de>mudar -não de trocar de parceiro, mas de se reinventar.>Não é estranho que, na hora em que um amor começa, alguém decida se>dar um novo nome. Nenhuma mentira nisso, apenas a convicção e a>esperança de que a paixão nos transforme.>Infelizmente, mudar é difícil: a sedução exercida pelos novos amores>é uma veleidade, um pouco como as resoluções de que as coisas serão>diferentes no ano que começa.>3) Dizem que um casal que se ama briga muito. O uso erótico das>brigas é conhecido: a paz se faz na cama. Menos conhecido é o uso>amoroso das brigas: chegar ao limite da ruptura pode ser um jeito de>recomeçar, de voltar ao momento inicial da paixão, quando ambos>esperavam que o amor os transformasse.>Problema: ninguém sabe qual é o ponto de equilíbrio além do qual as>brigas não garantem renovação nenhuma, apenas desgastam um amor que>se perde. >4) Alguém se apaixona por outra pessoa porque, ele se queixa, sua>parceira precisa dele. É aquela coisa: seu amor me exige demais,>você me sufoca, me prende. Isso, é claro, é um jeito de dizer: com>você sou sempre o mesmo. Também é uma projeção: separo-me porque não>agüento minha própria dependência de você. Visto que me detesto por>estar a fim de lhe pedir amor a cada minuto, acho intolerável que>você me peça. Quem pensa e age assim, em geral, fica sozinho no fim.>5) Um homem volta para o lar depois de ter estado nos braços de>outra. Sua mulher pergunta: você me ama ainda? Ela tem razão, é a>única pergunta que importa.>Uma mulher volta para o lar depois de ter estado nos braços de>outro. Seu homem pergunta: você esteve com ele? Insiste: quero a>verdade. Pede os detalhes: gostou? Gozou? Onde aconteceu, em que>posição, quantas vezes?>O ciúme feminino é uma exigência amorosa. O ciúme do homem é uma>competição com o outro, um duelo de espadas, uma esgrima homossexual>que tem pouco a ver com o amor pela amada e muito a ver com as>excitantes lutinhas masculinas da infância.>Enfim, quem sabe o filme nos ajude a inventar jeitos de amar menos>desafortunados e mais interessantes.

quinta-feira, maio 19, 2005

Uma banquinho e uma guitarra

Sempre pensei a música como um todo. Por isso desde que aprendi a tocar um instrumento o fiz como forma de canalizar meu sentimento criativo para uma forma concreta. Durante muito tempo nunca me preocupei com o instrumento em si. Mas, como de um instrumento eu chegaria nos outros. O lado bom disso é que você pode se tornar mais criativo como compositor, arranjador, etc... Porém, isso lhe impede de saber dominar seu equipamento, o que pode acabar prejudicando o lado positivo.

Da gravação do disco para cá, é que tenho me dedicado mais ao “estudo” do instrumento, no meu caso a guitarra, para que ela não venha a estragar o já citado lado bom da coisa. E quando eu falo de estudo, não falo da parte técnica, teórica. Falo de saber conhecer o instrumento e tirar o máximo e o mínimo dele. Saber quais suas limitações. Que outros rumos eu posso dar a ele. E não deixá-lo apenas como transmissor de melodias e harmonias quaisquer.

Também não me refiro ao conhecimento industrial da guitarra. Ou seja, saber quais as melhores marcas de guitarras, amplificadores e pedais. Quando falo em “estudo” (daí as aspas) falo de saber onde numa banda cada uma deve se colocar em função da canção (a coisa mais importante de uma banda de rock).

É saber com o meu set de equipamentos o melhor som que eu posso tirar e o mais original também, por que não? É saber como faço para ela soar bonita e outras coisas mais. Hoje, como membro de uma banda, tenho me preocupado mais com isso do que em me aperfeiçoar virtuosamente e compor. Talvez, esteja assim porque sinto essa necessidade na minha banda e em nossas composições.

Por pensar assim, sempre tive poucos ídolos instrumentistas. São raros aqueles músicos que empunham uma guitarra e que eu seja fã, tenha todos os discos e tal. Outro dia conversando com o ‘broder’ Enio pelo MSN, perguntei-o quais OS cinco guitarristas para ele. Quando foi minha vez de dizer tive uma dificuldade enorme. Justamente por nunca ter parado para prestar atenção, uma atenção esmiuçada em guitarheros.

Mesmo hoje, que venho tendo essa grande preocupação, considero os meus ídolos àqueles que aliam a competência técnica com a qualidade autoral. Bom, acho que, com certeza, eu não sou o único a pensar assim. Nem estou falando nenhuma novidade. Mas, há muitos músicos, e excelentes músicos, diga-se de passagem, que primeiro pensam o tratamento virtuoso com o instrumento, depois o conteúdo logístico e por último o autoral. E que por pensarem assim, preferem repetir em seus sets uma equivalência com o seu ídolo do que procurar o seu som particular.

É claro que você pode influenciar-se pelo seu ídolo e adquirir, alguns instrumentos por causa dele. Isso é óbvio, obóvio e ululante. Por exemplo, uma pessoa pode querer começar a tocar guitarra por causa de Hendrix (muitos devem ter feito isso, aliás). Ai vai, compra uma Fender Stratocaster e corre para conseguir fazer tudo que o negão fazia. Aqueles mais talentosos, depois de dois anos vão tocar melhor do que o próprio, se brincar. E ai eles vão ficar igual a 80% dos músicos que são ótimos instrumentistas, mas não sai do lugar. E por que???

Porque não desenvolveram um estilo próprio, mesmo que pobre, mesmo que pouco, mesmo que parco. Hoje, empenhando-me nessa busca de conhecimento sobre o instrumento consigo ver ao meu lado, excelentes guitarristas que digeriram bem suas influências e mesmo não sendo o Deus da guitarra, são incríveis no seu domínio particular do instrumento. Agora, consigo dizer alguns guitarristas que me influenciaram bastante e só percebi recentemente. Contudo, essa influência foi muito mais como compositores do que como instrumentistas.

O primeiro deles é Jimi Hendrix. Por todas essas coisas citadas ele é o melhor guitarrista de todos os tempos. Ele aliou exemplarmente, a técnica, o estilo próprio, o conhecimento mecânico da guitarra e a composição. Não é a toa que até hoje, influencie tanta gente. As suas músicas continham solos de guitarras, timbres perfeitos, lombras tiradas com os equipamentos. Sem falar que ele é A PEGADA da história do rock. E isso não é pouca merda. Essa palavra em caixa alta ai, é o que eu considero o essencial para qualquer bom instrumentista. E não confundam pegada com volume. Pegada é o som que vem de você para o instrumento. Por exemplo, se hipoteticamente eu subisse no palco de Hendrix, não alterasse em nada o ajuste dele e fizesse o mesmo simples acorde dele. Nossos sons sairiam completamente diferente.

Meu segundo guitarhero é o Johnny Greenwood, do Radiohead. Ele para mim é a síntese do tocar para a música. Ele não faz nada que um guitarrista médio não possa reproduzir. Mas ele tem o poder de transformar sem instrumento em outra coisa. Numa nave espacial, numa explosão atômica. É outro guitarrista de som único e que está sempre se renovando. Acho que qualquer professor de conservatório que o visse tocando e execrar sua postura, mas que se danem.

Geroge Harinsson é o terceiro grande homem da lista. Esse cara é a personificação do guitarrista que me influenciou como compositor e não como músico. Deixo bem claro aqui, que não componha a unha midinha desse monstro sagrado. George foi quem me “ensinou” os supracitados sons vintages. Ele é um dos responsáveis por eu, assim como milhares de outros guitarristas, adorarem velharia. Ele toca sem fazer força, sem fazer cara, sem se aperriar. Tocava o que queria, na hora em que queria. E em seu vigor instrumentista repetiu o que foi a sua postura pessoal: Calmo e discreto.

O quarto guitarrista da lista é bem curioso. Apesar de não ser um grande fã da sua banda. Ele é daqueles que mostra a importância da personalidade para um conjunto. Graham Coxon, do Blur, consegue tirar lindos timbres com sua telecaster 52’. O blur perdeu muito com sua saída. Além de belos timbres ele tinha uma batida com muito swing, mas de uma maneira discreta para o britrock feito pela banda.

O último dos cinco é David Guilmor. Esse é exemplo de virtuose a serviço do rock e da boa música. É bem verdade que Pink Floyd fica bem chatinho depois do The Dark Side of the Moon (chatinho, não ruim). Mas imaginem que poderia ficar muito pior se esse moço resolvesse em toda música mostrar o que sabe? É engraçado, que ele ensinou e aprendeu com Syd Barret, que foi o primeiro a fazer da guitarra um uso não convencional. Guilmor é outro que consegue fazer lindas linhas melódicas com seu instrumento, sem se tornar brega.

Os músicos citados são bem diferentes uns dos outros. Talvez eu tenha deixados outros excelentes compositores-guitarristas de fora. Mas o importante é saber que esses homens com suas namoradas conseguiram de um jeito ou de outro me fazer compreender a música, em vez do músico.

segunda-feira, maio 16, 2005

É osso, pele e o que mais traçar

Logo, logo tem texto. Por enquanto é aqui .

sexta-feira, maio 13, 2005

Conselho do dia

CRÔNICA DE CELSO SANCHES - Para pessoas em forma física definida, barriga é barriga, peito é peito e tudo mais.

Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte.Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:A tartaruga, com toda aquela lerdeza vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista, compositor e intérprete baiano é conhecido como pai da preguiça. Passa 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, leva 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico, completou 90 anos e nada indica que vá morrer tão cedo.Conclusão: esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia?

Sai dessa enquanto você ainda tem saúde...
E viva o sedentarismo ocioso!!!
Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo, mesmo sendo um personal trainer(rs). Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então, frase do dia: NÃO FAÇA MAIS DIETA !!Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!!

quinta-feira, maio 05, 2005

Num se engasgue não

Deputado André Luis, atualmente sem partido (e agora sem mandato também) no discurso em defesa própria no plenário da Câmara Federal, em Brasilia. Ele estava sendo julgado sobre o crime de corrupção, extorsão, quebra de decora, blá, blá , blá , blá , blá , blá...

- Eu renego todas as acusações que estão sendo feitas contra minha pessoa.
- Sou um homem integro, honesto (neste momento), coff, coff. Desculpem.
- E acima de qualquer suspeita. Continuou.

Será que essa engasgadinha foi porque nem ele mesmo estava acreditando no que dizia???

André Luis espero que o povo não se esqueça de você . Talvez assim, nunca mais você se engasgue.

P.s.: Faço um post desse logo depois do post anterior! Que se foda!!!

terça-feira, maio 03, 2005

Atenção blogueiros

Muito cuidado nessa hora.