quarta-feira, abril 05, 2006

OBS.R - 1

Eita que isso aqui tava muito parado. Com um cheiro de mofo da porra. Confesso que a culpa era única e exclusivamente da preguiça. Ando meio cansado. Mas agora, vou começar a postar uma série sobre o título ai de cima. sempre que tiver na chamada essa sigla, pode ter certeza que é alguma coisa que me fez chamar atenção nesses dias em que vivo na Cidade Maravilhosa.

O OBS.R de hoje, foi sobre uma cena nojenta, que me deixou muito fulo da vida. Estava eu na minha rotineira peregrinação no ônibus que vai da Lagoa à Barra - é chão , pense - sentado numa das cadeiras próxima à porta de saída. Do meu lado, uma figura, arrumado com roupa de trabalho, em pé, devido a falta de assentos, lendo seu jornal.

Ainda nem havia me dado conta da existência do sujeito, olhava através da porta, num estágio moribundo de sono. Quando, de repente, não mais que de repente, o digníssimo se curva, junta toda a saliva no cume da boca, isso senhoras e senhores, saliva, cuspe e derrama aquela 'gota' nojenta em pleno degrau do coletivo em movimento. Arrrrg! PQP! Filha da Puta...

A cena me fez acordar na hora, olhar para o rosto do cara, que nessa hora nem notava minha existência e se brincar nem tinha se dado conta do que acabara de fazer.

Se coragem me sobrasse, naquela hora teria me levantado, chegado para o fulano e dito. "Ô porco tua faz isso no chão da tua casa? Se faz tu vives numa pocilga. Imbecil". Mas, preferi ficar pensando nessas coisas.

Nesses momentos bate um desespero. Fico logo pensando que esse povo tem exatamente o país que merece. Como é que alguém que faz isso pode cobrar qualquer coisa. Isso é política, minha gente. Fazer política é isso, não cuspir numa propriedade pública, que é do uso de todos.

Sei que isso não tem muita coisa a ver com o Rio, propriamente dito, mas é que o carioca de uma maneira geral é folgado assim. Coitado de nós.

Sem mais.