segunda-feira, junho 27, 2005

Nas teclas da rede

Vasculhando a internet, vi duas notícias que me animaram e que com certeza também vão animar muita gente. A primeira é a vinda do Strokes para a terrinha. Não que eu seja um grande admirador da banda. Para falar a verdade, eu não tenho nem um disco deles. O bom dessa notícia é que a vinda dos roqueiros está vinculada a grade de atrações do Tim Festival. Para a minha felicidade, além do Strokes, está extra-oficialmente confirmada a apresentação do Wilco. Há rumores ainda de Interpol e Kasabian, mas são apenas factóides. Então, amigos cariocas preparem meu cômodo que eu tô chegando.

A segunda boa notícia, e ai devo adimitir que um grande sentimento de felicidade me abateu, é que a revista Bizz estará voltando a partir de outubro em edições regulares. Isso mesmo! Acabou-se essa história de edições especiais apenas. Posso dizer sem medo, que 60% da minha escolha pela profissão de jornalismo foi culpa da revista. E acho que não foi só eu, mas pelos outro eu não posso falar. A Bizz sempre foi um caso de amor e ódio. Por mais puto que ficasse com algumas matérias, resenhas de disco a publicação musical me ensinou e me mostrou muita coisa. E só fui sentir sua verdadeira importância, quando ela parou de ser impressa. Pois bem, por mais que a Internet seja um paraíso, e que notícias aqui não faltem, nada como a celulóide. Comemoro com prazer a volta da Bizz e sei que mesmo ruim é melhor do que nada. Também será um motivo por visistas mais freqüentes à banquinha da esquina.

"Moço chegou a Bizz?".

terça-feira, junho 14, 2005

Eu sou a personificação do que se encobre

Na moral, para que falar de Roberto Jerffeson (com dos efes, mai fresco). Quem quer saber de águas nas ruas. Pessoas andando com suas calças e saiotes levantados para não molhar. Piada! O mundo está ai desmoronando. E eu não quero saber. Não me venha com notícias, não me venha com indagações. Nem tão pouco peça minha opinião. Afinal, eu não a tenho. Deixem os carros quebrarem. Isso tudo é lixo. O povo quer a verdade mastigada, mas ninguém a tem. Aliás, minto! Quer achar uma verdade, algo em que se segurar?? Ouça as cantigas para paralíticos e o fantasma nascente, esses sim possuem resposta. Nada mais importa depois que você escuta esses dois disco. Queens of the Stone Age e Wilco são os dois melhores lançamentos de longe até o Radiohead lançar alguma coisa de novo. Veja um pouquinho de TV, e depois ponha a segunda música do Lullabies to Paralyse, Medication. Você vai sair com vontade de rodar os braços e quebrar tudo, como se essa ação fosse a salvação do Planeta. Se você não se satisfizer ou se quiser repetir o ato, pule para a Broken Box, a faixa doze, ou então ouça o disco todo que é melhor. Ai quando você fraquejar e um inadequado sentimento de culpa bater, ouça só The Late Greats, simplesmente a música mais bonita do ano, contida no A ghost is Born. Depois comece tudo outra vez na ordem que você quiser.

É isso. Não Precisa Acreditar.

quinta-feira, junho 09, 2005

Mais Futebol

Tô escrevendo muito sobre futebol, porque tô preparando um super-post (que não sei se vai sair) sobre a crise política do país, que ainda acho muito cedo para falar algo.

Voltando ao futebol, vou falar sobre o jogo de ontem entre Argentina x Brasil. Após a derrota, percebi uma coisa: Brasileiro é uma raça muito difícil, complicados e indecisos. Deve está acontecendo algum erro na História. O Brasil deve ter sido descoberto em alguma data entre 21 de maio e 20 de junho. E a alma brasileira é geminiana. Por que vou te contar, são sempre dois pesos, duas medidas. Ontem time dos sonhos. Hoje, time fraco e sem marcação.

Pois, vou lhes dizer. Pela primeira vez acho que Parreira acertou. Pela primeira vez concordo com nosso treinador. Ele está certo. Tem que colocar dois meias ofensivos e dois atacantes, o resto é só treinar. Essa seleção tem potencial para sagrar-se a segunda melhor da história, depois da de 70. O próprio Tostão disse isso hoje em sua coluna, e que só não ultrapassaria a tricampeã, por causa de Pelé.

Agora, é impressionante o escarcéu que alguns torcedores e boa parte da mídia esportiva está fazendo pela derrota de ontem. Num falo nem de Gavião Bueno, que aquele é sem comentário. Só serve para nos animar com pérolas impagáveis durante suas transmissões, como:

- Kaká, toca a bola pra RABINHO(???).

A verdade é que a derrota diante da Argentina é completamente normal. Nossos hermanos têm, e sempre tiveram, o único futebol que chega perto do nosso. É a única seleção do Mundo que faz frente com o Brasil. Então um 3x1 em pleno o Monumental de Nunez não tem nada de anormal. Como não teria se o Brasil tivesse voltado com o placar a favor.

Riquelme dar um lindo passe de calcanhar, não é sorte. É habilidade, tal qual a de Ronaldinhos. Inclusive, não é de hoje que ele destrói. Desde a época do Boca Jr., que o meia argentino vem se destacando como um dos grandes jogadores do mundo. Lembro que ele sozinho eliminou o Palmeiras da Libertadores de 2002 (se não me falha a memória).

Temos que parar com essa história de que quando perdemos falhamos. Quando ganhamos não damos chances aos adversários. O Brasil, teve sim, errinhos individuais ontem (Roque Jr, francamente), mas muitos foram causados pela enorme categoria argentina. Então, não há com o que se desesperar. Há que se corrigir as falhas e treinar para que elas desapareçam o máximo. Temo que por causa de um jogo, Parreira volte a temível era dos quatro volantes.

Outra coisa. Parem de achar que o Brasil não tem tática. Se não tivesse não era pentacampeão. O Brasil não só tem tática, como tem uma das melhores do mundo. Também devemos acabar com essa ladainha que nossos jogadores não são fortes marcadores. Ontem, o que mais se comentava no jogo é que a "escola argentina era historicamente mais tática e mais forte". Claro que não. Maradona, um nanico de 1,60m ganhou sozinho a Copa de 86.

O que mais o Brasil exporta pra o futebol internacional é zagueiro. O que dizer de Adriano? Um atacante touro. Se fosse de qualquer outro país, iria ser considerado um atacante grosso e sem técnica. Mas, é brasileiro, carioca e flamenguista, então é praticamente um Zico. Hoje, ouvi críticas à Robinho que ele não tinha corpo para encarar zagueiros do futebol europeu (como é o caso de muitos jogadores argentinos). Balela! Não é preciso encarar nem um visigodo para ele aprender a jogar bola. O garoto é craque, não se pode deixar é que a fama suba à cabeça, esse sim, um gravíssimo problema brasileiro, em todos os âmbitos. Imagine. Pelé nunca precisou jogar na Europa para entortar aqueles quadrados.

Defendo com unhas e dentes a manutenção dessa seleção. Com um pouco mais de treino ela poderá ser tornar fenomenal sim. Não devemos temer mais o fantasma de 82, que durante muito estagnou nosso futebol. Aquilo foi uma exceção, uma aberração que não deve se repetir. Quero ganhar a Copa da Alemanha como já fizemos outras três vezes, como encantamos e fomos influência para o mundo inteiro (menos os invejosos dos europeus). Quero ganhar dando show, jogando bonito, com preciosismo. Mesmo que jogando assim eu perca. O que é muito difícil. Claro, que não existe mais time bobo, respeito todos, mas se nós quisermos de verdade: "A taça do mundo é nossa com brasileiro não há quem possa..."

Ah, e isso não é um post ufanista pelo contrário. Cuidado com a Argentina, eita seleção linda também.

Melhor presente do dia

Não Faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai,
Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperam por ti,
sem te falarem.
Sem lhes falares.

C. Meireles

Obrigado mãe

sábado, junho 04, 2005

Hoje num era dia

Alguma força misteriosa acordou hoje, olhou para o time do Santa Cruz e disse:

- Hoje num é o dia de vocês.

Que desespero. Se tivesse mais três horas de jogo a bola num ia entrar. Ia bater no inferno, mas num entrava na merda do gol da coisa. Logo hoje que o time fez tudo certinho, dominou o jogo, mas não teve a calma suficiente para naquele último toque, enfiar a esférica para dentro.

Dá raiva bicho, a torcida lá linda. Bala varando tudo (e haja colete para os adversários). Deve ter sido isso o Sport entrou com colete a pravo de bala. E Rosedonomecomplicadobrick, calma, meu filhinho, como é que você me perde um gol daquele filhote.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, e haja sopro paar aliviar a angústia. Até agora não entendi isso.