sexta-feira, outubro 22, 2004

Do Doooo Do Doooo Do Doooooo

Vejam só. Conversando com Victor Carvalho ele me chamou a atenção para a letra da excelente Rocky Raccoon. Dando uma forçada de barra, mas nem tanto, olha ao que Sir. Paul já tinha se antenado. A letra, segue com as cifras para os tocadores de plantão.

Am7
Now somewhere in the black mountain hills of Dakota
D7sus4 D7 G7
There lived a young boy named Rocky Raccoon
C
And one day his woman ran off with another guy
G/B Am7
Hit young Rocky in the eye Rocky didn\'t like that
D7sus4 D7
He said \"I\'m gonna get that boy\"
G7
So one day he walked into town
C G/B
Booked himself a room in the local saloon
Am7 D7sus4 D7
Rocky Raccoon checked into his room
G7 C G/B
Only to find Gideon\'s bible
Am7 D7sus4 D7
Rocky had come equipped with a gun
G7 C G/B
To shoot off the legs of his rival
Am7 D7sus4 D7
His rival it seems had broken his dreams
G7 C G/B
By stealing the girl of his fancy
Am7 D7sus4 D7
Her name was Magil and she called herself Lil
G7 C G/B
But everyone knew her as Nancy
Am7 D7sus4 D7
Now she and her man who called himself Dan
G7 C G/B
Were in the next room at the hoe down
Am7 D7sus4 D7
Rocky burst in and grinning a grin
G7 C G/B
He said \"Danny boy this is a showdown\"
Am7 D7sus4 D7
But Daniel was hot- he drew first and shot
G7 C G/B
And Rocky collapsed in the corner
Am7 D7sus4 D7
Now the doctor came in stinking of gin
G7 C G/B
And proceeded to lie on the table
Am7
He said \"Rocky you met your match\"
D7sus4 D7
And Rocky said, \"Doc it\'s only a scratch
G7 C G/B
And I\'ll be better, I\'ll be better doc as soon as I am able\"
Am7 D7sus4 D7
Now Rocky Raccoon he fell back in his room
G7 C G/B
Only to find Gideon\'s bible
Am7 D7sus4 D7
Gideon checked out and he left it no doubt
G7 C G/B
To help with good Rocky\'s revival
Am7 D7sus4 D7 G7 C G7 C
DO DOOO DO DOOO DO DOOO DO DOOOO DOO DOOO DOOO

A letra da música, por assim dizer, é uma epopéia de amor e sangue pelo Oeste americano, onde Rocky Raccon é o bonzinho. Mas, vamos ao que interessa. Reparem a parte grifada. É quando ele adjetiva o chifre que recebeu da mulher. "Hit a Young Rocky in the eye", fazendo uma tradução de sessão da tarde, seria a popular: fura olho.

Pois é pessoal, McCartney há tempos já usava a expressão que está tão em voga. Como hoje em dia tem tanta gente furando o olhinho do outro, nós poderiamos agora em diante apelidarmos essas pessoas de Rocky.

E palmas para os Raccons

segunda-feira, outubro 18, 2004

Pontos negativos

Todo segunda-feira é igual. Venho trabalhar sem cérebro nenhum. Começo uma farra pesada na sexta, durmo mal durante todo o final de semana e na segunda acordo assim, sem conseguir pensar e com uma séria dificuldade de concentração.

Prometo a mim mesmo (como fazem 99,9% das pessoas, eu acho!) começar alguma coisa na segunda. Minhas últimas promessas tem sido dar um gás a mais no trabalho. Mas, não tem jeito todo segunda-feira eu não quero trabalhar nem cá porra. Quando não há muita coisa para se fazer no trabalho então, ai é que a inércia assume o corpo e a alma. Fico na minha "querida" secretaria, olhando para o relógio de cinco em cinco minutos. Isso é normal?? Claro que não. As pessoas não calam, ficam o tempo todo puxando assunto e eu só querendo ir embora. Por favor que este tormento acabe logo.

sexta-feira, outubro 15, 2004

Luz quero luz

Hoje é Vamoz e Diversitrônica. Domingo é aniversário de Ju, mais um final de semana de muita bebida e pouco descanso. Para depois chegar mais uma semana de muita preguiça e pouco trabalho e assim minha vida caminha para o nada...

quarta-feira, outubro 13, 2004

Dá vontade de chorar

Essa falta de vontade de fazer qualquer coisa tá me fodendo. Concentração zero. Uma hora pra sair alguma coisa. Girem a ampulheta pra ver se o mundo muda pra mim, que tá foda. Me sinto regredindo. Inércia do caralho.

sexta-feira, outubro 08, 2004

5 bichos que não tem para que existir

1-Traça - só serve para furar nossas roupas.
2-Morcego - só pra quando a gente é da segunda série ter uma pergunta na prova: Qual o único mamífero voador.
3-Barata - a única função é não entrar nunca em extinção
4-Caravela- só pra queimar criancinhas na beira da praia durante o verão.
5-Borboleta- sem comentários.

Ainda há esperança???

O Artigo abaixo de Cristovam foi publicado no JC de hoje. Tá muito bom. Depois eu quero fazer algumas comentários sobre ele, mas agora tô com preguiça. Leiam e reflitam.

Fome de EsquerdaPublicado em 08.10.2004

CRISTOVAM BUARQUE
No mesmo dia em que os presidentes Zapatero e Lula apresentavam em Nova York a proposta de uma campanha mundial contra a fome, tive a oportunidade de conversar, em Lisboa, com o ex-presidente Mario Soares sobre o futuro da esquerda.
Na ocasião, nos perguntávamos qual é a diferença entre esquerda e direita, hoje, em nossos países. Basta lembrar que a proposta do presidente Lula, do PT, e do presidente Zapatero, do PSOE, foi subscrita também pelo presidente Chirac. E já tinha sido tentada pelo presidente Kennedy.
Até recentemente, a diferença entre esquerda e direita se concentrava na utilização do Estado com respeito à economia. A esquerda queria controlar a economia, a direita acreditava no mercado. Hoje não há mais diferença com relação a esse ponto. A esquerda evoluiu, entendeu os limites da economia, assumiu a responsabilidade fiscal, percebeu que nem sempre o Estado atende aos interesses da população e que o setor privado tem um papel social dinâmico e positivo. Mas não evoluiu no sentido de substituir suas antigas utopias por outras. Ficou prisioneira de sua evolução, e identificou-se com a direita.
No lugar de evoluir adaptando-se à nova realidade mundial, a esquerda evoluiu negando-se a si mesma, e identificando-se com o lado bom da direita assistencialista. Os presidentes reunidos na ONU, liderados por Lula e Zapatero, aceitaram a concepção de que a luta contra a pobreza se fará pelo crescimento econômico até chegar aos pobres, com medidas puramente assistenciais, na forma de programas de ajuda coordenados internacionalmente, tal como propôs Kennedy. Esse caminho poderá reduzir a fome no mundo, e isso será um grande serviço humanitário. Mas não servirá para enfrentar o problema da exclusão.
No lugar do transbordamento da economia, defendido também pela direita, a esquerda poderia se diferenciar apresentando uma estratégia de inclusão. A luta contra a pobreza não se daria graças ao crescimento econômico e à transferência de renda, por meio de salários baixos ou esmolas, mas sim mediante investimentos públicos, especialmente na educação.
Mais do que seguir o exemplo de Kennedy, com a Aliança para o Progresso, é melhor seguir o exemplo de um novo Plano Marshall Social Global. Social, porque no lugar de buscar o crescimento econômico, com base em uma população já educada, como no caso da Europa dos anos 40 e 50, ele buscaria atender as necessidades sociais. Global, porque no lugar de concentrar-se na Europa e no Japão, procuraria atender a população pobre do mundo inteiro.
Unesco, Unicef, OIT, Bird, BID e OCDE são algumas das entidades internacionais que têm condições de administrar e implantar um programa desse tipo. A renda mundial de quase US$ 40 trilhões por ano é suficiente para financiar um grande programa mundial de luta contra a pobreza, não apenas assistencial, mas transformador por meio da educação. O melhor mecanismo seria levar para o mundo um programa do tipo da Bolsa-Escola, iniciado no Brasil, mas aplicado com muito mais sucesso no México.
É cedo para saber as conseqüências da proposta de Zapatero e Lula, mas pode-se desde já tirar proveito dela dentro de seus partidos, provocando um debate sobre nossa identidade e sobre o que nos diferencia dos demais partidos à direita no espectro político.
Quando a política cria a esquerda da fome, o pensamento começa a ter fome de esquerda. Precisamos retomar os sonhos e os compromissos com os objetivos libertários para a educação, a saúde, o emprego, a aposentadoria, a cultura e todos os aspectos da vida social. Recuperar partidos para que, no poder, reorientem o futuro de seus povos.
Cristovam Buarque é professor da Universidade de Brasília, senador do Distrito Federal pelo PT (cristovam@senador.gov.br / www.cristovam.com.br)

Pouco é muito

"BI - Gosto muito do jeito que você toca baixo. De onde vem isso? Quais as suas influências?

AMARANTE  Minha influência no baixo é Bi Ribeiro. Gosto muito do Paul McCartney, mas não seria baixista sem você. Minha primeira banda, com 14 anos, era cover dos Paralamas. Como o baixista não sabia tocar nada, eu é que tinha de tirar os baixos e passar para ele: primeiro aqui, depois ali. Então, o primeiro baixista que estudei, vamos dizer assim, foi Bi Ribeiro. No Los Hermanos, comecei fazendo a segunda voz. Quando o baixista saiu é que comecei a tocar. Aos poucos, fui encontrando meu jeito. Parece demagogia, mas não é não. Você tem um jeito simples e único, não se parece com ninguém tocando baixo. Paul McCartney e Bi Ribeiro, essa dupla é demais."


O trecho acima foi retirado de um pingue pongue entre Bi Ribeiro (baixista do Paralamas) e Rodrigo Amarante do Los Hermanos, no site dos Paralamas. Excetuando a rasgação de seda mútua, o bate papo me fez ter vontade de escutar Paralamas, principalmente para prestar atenção ao baixo.

Devo ter em casa uns três disco da banda. Entre eles um de 93 chamado, Severino, que é muito bom. Acho que é o disco mais experimental dos candangos e conta, inclusive com a participação de Brian May. Esse disquinho já furou no meu som, por isso para analisar Bi resolvi pegar um ao vivo (Vamo Batê Lata).

É realmene incrível. O disco me fez lembrar que os Paralamas são uma das grandes bandas de todos os tempos no Brasil. Bi é o típico caso, onde pouco é muito. Ele não faz firulas, não usa efeitos, não faz backing... tá lá, caladinho segurando a música todinha e preenchendo todos os espaços vazios deixados por Herbert e Barone. A pessoa precisa prestar muita atenção para ouví-lo, depois é só deleite. O instrumento é bem timbrado, as linhas são bem executadas. Conclusão: o cara é um monstro mesmo, salve Bi.




quinta-feira, outubro 07, 2004

Algumas impressões sobre o VMB

Qual é o critério para os vencedores do VMB? Clipe ou música? Porque tirando as categorias técnicas, todos os outros prêmios são pela execussão incessante que o a música-clipe teve. Isso se vê principalmente quando em muitas categorias nem se quer concorrem a melhor música nem o melhor clipe. Mas eu num sei como eu ainda fico espantado com isso.

Mesmo assim eu sempre gosto de assistir o VMB. No final, acabo achando uma merda, com alguns lados bons. Nesse mesmo, eu achei massa as apresentações de Sepultura com Nação e Caetano com David Byrne. Todo mundo ficou falando da chiadeira de Caê, mas a apresentação foi legal. O resto das apresentações foram um lixo. Capital Inicial e toda atual geração "roqueira" do país cantando Kiss foi uma confusão só. Assim como Skank e Replicantes. Teve uma hora que o guitarrista da banda gaúcha foi solar, que vixe Maria... deu vontade de parar de tocar guitarra. E o que dizer do show de Zeca Pagodinho com aquelas cantoras todas mais D2, Bnegão e Black Alien? Os rappers estava literalmente de enfeite ali. E as mulheres... sinceramente, é isso que dá colocar um bando de cantora brega-estridente, nenhuma sabia fazer segunda voz. Ai quando chegava no refrão cada uma ia prum canto. É... no final é tudo festa mesmo, só chatos como eu reparam nisso. É porque acho que essas coisas torna a premiação ruim no final das contas.

Outra decepção do VMB foi Selton Mello como apresentador. Minha impressão, não sei se por adimirar ele como ator, é que ele tava achando tudo aquilo um saco, uma bobagem. Tava com cara de - é, né? fazer o que? O cara parecia um clone mal feito de Paulo Bonfá e Marcos Bianchii. Aliás, a MTV devia efetuar de vez os caras como apresentadores e roteristas do programa. Eles são mais autênticos e espontâneos.

E La Cica? Eita mulher para gostar de aparecer do carai, sem comentários. Um lance hilário foi quando a Mega Liga de VJ´s Palatinos foi ao púpito entregar o prêmio da audiência. Durante os agradecimentos da vencedora Pitty , Cazê fica brincando com a cadeiras de roda dele. O cara tava se divertindo , num queria nem saber do quu a baianinha dizia.

No mais, espero que no ano que vem, os clipes sejam melhores, as músicas sejam melhores e quem sabe, até a gente não esteja por lá, difííííííícil...

sexta-feira, outubro 01, 2004

Corrente

- Se todos nós déssemos as mãos, formando uma enorme corrente de união, e apertassemos com bem força... ia doer pra caralho.

- O debate de ontem não muda em porra nenhuma. Ainda bem!!!

- Porque um momento de euforia sempre me ataca quando chega perto do dia???

- Mário escreve bem pra burro.

- Vou fazer um post sobre ele depois.

- I´m still think of her.

- Tri, tri-color, tri, tri, tri, tri, tri-color. Hoje tem Santinha e eu acho que vou!!??