sexta-feira, outubro 08, 2004

Pouco é muito

"BI - Gosto muito do jeito que você toca baixo. De onde vem isso? Quais as suas influências?

AMARANTE  Minha influência no baixo é Bi Ribeiro. Gosto muito do Paul McCartney, mas não seria baixista sem você. Minha primeira banda, com 14 anos, era cover dos Paralamas. Como o baixista não sabia tocar nada, eu é que tinha de tirar os baixos e passar para ele: primeiro aqui, depois ali. Então, o primeiro baixista que estudei, vamos dizer assim, foi Bi Ribeiro. No Los Hermanos, comecei fazendo a segunda voz. Quando o baixista saiu é que comecei a tocar. Aos poucos, fui encontrando meu jeito. Parece demagogia, mas não é não. Você tem um jeito simples e único, não se parece com ninguém tocando baixo. Paul McCartney e Bi Ribeiro, essa dupla é demais."


O trecho acima foi retirado de um pingue pongue entre Bi Ribeiro (baixista do Paralamas) e Rodrigo Amarante do Los Hermanos, no site dos Paralamas. Excetuando a rasgação de seda mútua, o bate papo me fez ter vontade de escutar Paralamas, principalmente para prestar atenção ao baixo.

Devo ter em casa uns três disco da banda. Entre eles um de 93 chamado, Severino, que é muito bom. Acho que é o disco mais experimental dos candangos e conta, inclusive com a participação de Brian May. Esse disquinho já furou no meu som, por isso para analisar Bi resolvi pegar um ao vivo (Vamo Batê Lata).

É realmene incrível. O disco me fez lembrar que os Paralamas são uma das grandes bandas de todos os tempos no Brasil. Bi é o típico caso, onde pouco é muito. Ele não faz firulas, não usa efeitos, não faz backing... tá lá, caladinho segurando a música todinha e preenchendo todos os espaços vazios deixados por Herbert e Barone. A pessoa precisa prestar muita atenção para ouví-lo, depois é só deleite. O instrumento é bem timbrado, as linhas são bem executadas. Conclusão: o cara é um monstro mesmo, salve Bi.