Até o Osso
Na cidade é tudo Carnaval. Não tem como fugir da onda. Como estou de plantão durante alguns dias do reinado de Momo, vai dar pra atualizar este blog. E vamos atualizar no clima da festa. Desde de quinta-feira que já não se podia mais chamar os eventos de pré-carnaval, já era ele em si. Então de agora, até o fim do Carnaval vou colocar aqui as coisas mais engraçadas ou que me chamaram mais atenção nos pólos de folias que eu freqüentei. E olha! é greia até umas hora. E mais promete estar por vir.
- Para começar, eu tenho notado que a turma está é muito louca esse ano. Todo mundo com uma libido lá em cima. Vai ter muita criança nascendo em novembro, bote fé.
-Podem dizer o que quiser. Podem os chamar de capitalistas. Podem esculhambar. Podem dizer que é coisa de gente cabeça. Podem dizer o que for. Mas, eu acho que o Quanta Ladeira continua se superando. Não sei se foi a cerveja. Não sei se foi a companhia de Poraca e Augusto César (dois loucos, insanos). Sei que eu ri muito e me abri com as merdas dos caras quinta-feira. Foi ali que eu senti que o carnaval havia começado. E daqui a pouco tem mais e pros que reclamam, só digo uma coisa: - Preu comer seu cu, falta uma polegada.
- Sexta-feira eu realmente me emocionei com a Orquestra Manguefônica. Risoflora, Samba Makosa e Praieira viraram tesouros raros, só para quem foi. Mas, a melhor do show ficou Pastilhas Coloridas da Mundo Livre. E a música tem um quê do período Carnavalesco - Qualquer droga é da boa - . O que mais me chamou a atenção foi como o Mundo Livre conseguiu se encaixar com a Nação sem melar. Confesso que tava temendo excessos principalmente de Zeroquatro. Sensacional!!!
- Meu irmão!!! O carioca escroto do Flávio, passando pela 13 de Maio, em Olinda, depois do Eu Acho é Pouco, foi impagável. - Puta que pariu, que porra de rua é essa??? Quem foi o corno que inventou de vim por aqui??? Só tem frango nessa porra!!!! - Detalhe, ele berrava isso em alto e bom som, com os frangos 3x4 do lado e ao mesmo tempo Gulu provocando eles. Eu ri.
- Vou escolher tanto que vai passar do ponto.
--------------------------
Agora notinhas rápidas que não tem nada a ver com o Carnaval. O produtor Richard D. James, que se intitulava Aphex Twin, mudou para AFX e continua uma merda.
Uma banda chamada Bright Eyes lançou recentemente dois álbuns num mesmo dia de janeiro. Um mais eletrônico e outro mais rock. É isso que o avanço tecnológico proporciona. O pior é que virou tão comum que não merece nem destaque, a não ser para os mais ligados no mundo underground. Há 30 anos, isso era impensável. Não estou recordando agora nenhuma banda que tenha feito isso na era pré-gravações caseiras. E talvez só um Beatles, um Elvis, um Pink Floyd ou um Led da vida pudesse fazer isso naquela época.
É isso. Não precisa acreditar.

<< Home