quinta-feira, novembro 25, 2004

Mas nem sob tortura

Começo a treinar meu lado escritor. Estou bolando uma histórinha que em breve deve ser publicada aqui mesmo. Não sei ainda se vai ser um conto, uma coluninha ou mesmo um romance. O que eu queria dizer mesmo é sobre dois aspectos peculiares e aparentemente bobos do processo de criação de uma história que para mim são muito, muito difíceis.

O primeiro item é colocar nome nos personagens. Eu sempre adimirei quem coloca bons nomes em seus protagonistas, desde a historinha mais simples até as grndes obras literárias. Como exemplo do primeiro está a Turma da Mônica. Acho legal o nome dos personagens, não chegam a ser nenhuma genialidade, mas criar um nome desse tipo para mim é muito complicado: cascão, cebolinha , floquinho. Sempre travo na hora de escrever. vou acabar chamando minhas criaturas de coisinha, fulaninha, troçinho.

Como sou metido, não sou nenhum grande escritor , nem provavelmente o serei, o nome tem que ter um sentido. Como nas obras de Kafka, Thomas Mann, Dostoievski e principalmente nos clássicos gregos. Sendo que para eu fazer isso precisaria fazer toda uma pesquisa e descobrir o significado de nomes, o que atrasaria ainda mais as "publicações" . Ao mesmo tempo queria conseguir colocar pelo menos um nome criativo, legal, como Édipo.

Outro grande problema para mim é colocar títulos nas coisas. Ai estrapola o âmbito da literatura e vai desde músicas até nome de vídeo para projeto experimental. Lembro-me o parto que foi para batizarmos o nosso vídeo "A noite criadora da imaginação". Fizemos o mais difícil que foi arrajar os entrevistados, alguns de peso, como Ariano Suassuna, roterizar e editar um trabalho cujo tema era o processo criativo. Muita gente não conseguia compreender como iríamos fazer o trabalho, confesso que nem a gente sabia ao certo. Foi tudo nascendo aos pouquinhos. No último dia de edição do projeto, com nosso orientador do lado, e o vídeo todo pronto, já tinhamos sugerido mais de 100 nomes, e ai não é hiperbole, é vero mesmo. Até que acabamos optando por uma frase de Ariano durante seu depoimento.

Mas é assim, o nome do disco mesmo(Autópsia de um sonho), que eu não morro de amores, não quis nem me meter, senão a merda ia virar boné e lançariamos um disco sem nome. O que não seria de todo mal, mas nem um pouco criativo.

Nesse blog, que funciona como meu laboratório, ponho os títulos no método brainstorm, o primeiro que me vem à cabeça e pei... Espero que treinando aqui consiga arranjar nomes bons, criativos e substânciais para as próximas obras.