Um não à falsidade natalina
A chegada dos comemorativos de fim de ano, já começa a aquecer os mais diversos segmentos da economia local. Shopping, lojas, restaurantes ficam todos abarrotados de pessoas que esquecem a angústia de ter várias contas para pagar, do aperto mensal por causa do baixo salário e torram o 11º, 12º, 13º, 14º... salário, em supérfluos. Os festejos natalinos são a altura máxima da sociedade de consumo, depois deles, o resto é queda.
Não estou aqui para criticar essa postura consumista da sociedade, muito menos o Natal. Que para mim não deixa de ser uma época de confraternização, reavaliação, tolerância e outras cositas mais. No entanto, é uma pena que tais sentimentos só sejam angariados nessa época do ano e depois ficam praticamente esquecido, fazendo com que nós cometamos os mesmo erros o ano seguinte novamente.
O que realmente queria falar, e que ai sim detesto, é como fica o segmento "barzístico" nesse fim de ano. Para os donos de bares é formidável o período, mas para mim é insuportável. Como sou um freqüentador assíduo de bares e botequins é triste ver como eles são ocupados durante essa época.
Não reclamo nem do aumento na quantidade de clientes e sim da disposição das mesas no estabelecimento. Os bares são invadidos, tomados, quase abduzidos por milhares de confraternizações et´s dos mais variados estilos e das mais variadas categorias. É amigo secreto do trabalho, do cursinho de tailandês, da família (mas só dos primos de segundo grau), de turmas de amigos que se vêem todo dia , mas arranjaram mais uma desculpa para encher a cara e por ai vai.
Esses seres invadem os meus bares com mesas gigantescas com no mínimo vinte pessoas em cada. Gritam, trazem presentinhos, bolos, monopolizam os garçons e impedem os autênticos freqüentadores de curtirem um de seus raros prazeres. Outra coisa, 99% dessas confraternizações são feitas por pessoas que mal se vêem e mau se gostam.
A turma do trabalho mesmo. É aquele povo que não se suporta mais, e ainda está puto, porque teve que gastar dinheiro com o presente e a enorme conta do bar. Por favor deixem o bar para nós e vão ser hipócritas nas praças públicas ou em shows promovidos por uma prefeitura de pão e circo.
É isso.

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